Não quero colocar um título nesse post. Escrevo nesse blog porque amo escrever, por mais que ninguém (ou quase ninguém) leia o que sai dessa minha cabeça confusa. Então esse pedido de desculpas é para mim, antes de ser para qualquer possível leitor/leitora que eu tenha.
Foi uma negligência comigo mesma deixar essas outras vidas presas tanto tempo dentro de mim. Pois cada livro que leio, cada personagem que passa pelos meus olhos vive em mim mesmo depois que eu já devolvi o livro à prateleira... Me sinto velha às vezes, com tantas vidas em mim. E ainda por cima há aqueles personagens que são meus, mas que contam suas histórias em uma voz muito baixa para que eu consiga trazê-los para ver o sol através das minhas palavras...
Este é um ano muito importante: o ano que eu vou começar a construir minha vida, fazendo o meu amado curso de jornalismo... E é também meu último ano numa escola maravilhosa que aprendi a chamar de lar, graças principalmente aos que conheci aqui. Mas mesmo com toda a loucura de ser terceiranista e vestibulanda e metamorfose ambulante (que clichê dizer isso... mas fazer o que se é verdade) eu quero escrever mais esse ano.
Escrever o que eu nunca consegui escrever. Jogar no mundo esses pedaços de história; esses personagens fugidios que batem na minha porta com seus pseudo-contos, e que sussurram suas vidas pelas minhas janelas enquanto eu presto atenção sem mostrar que o faço... Porque quando eles percebem que estou levantando para abrir a porta, fogem.
O desafio desse ano é esse: ensiná-los que, se eu por acaso abrir a porta, não vou prendê-los para sempre... Só quero saber de suas vidas, e depois deixá-los livres para que voltem quando bem desejarem, com novas histórias.
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